Ministro Ciro Nogueira enaltece construção de ferrovia em Mato Grosso

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NOS TRILHOS

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, defendeu a construção da ferrovia que ligará Rondonópolis, no Sudeste do Estado, até Cuiabá e segue para o Norte do Estado. Segundo ele, Mato Grosso não sofrerá qualquer prejuízo em seus projetos para implantação do modal. A garantia foi dada nesta terça-feira (17) ao governador Mauro Mendes (DEM), que esteve aqui Brasília na companhia dos senadores Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura; Jayme Campos (DEM) e Carlos Favaro (PSD). Pelo projeto, um dos ramais vai interligar o município com a capital Cuiabá, enquanto o outro seguirá até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. A obra terá 700 quilômetros de extensão.

RODOVIAS E PARQUE

Além dos projetos ferroviários do Estado de Mato Grosso, o ministro Ciro Nogueira garantiu ao governador Mauro Mendes e à bancada de senadores apoio à proposta de estadualização da BR-174. Com isso, será possível o Governo de Mato Grosso concluir a pavimentação de 320 quilômetros da rodovia, que liga os municípios de Castanheira e Colniza. Nogueira também confirmou apoio do Governo Federal para estadualização do Parque da Chapada dos Guimarães.

TENSÃO POLÍTICA

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, chamou atenção para um tema polêmico: intervenção militar. Segundo ele, a interferência das Forças Armadas no sistema democrático brasileiro atual pode ocorrer sim. “O artigo 142 é bem claro, basta ler com imparcialidade. Se ele (artigo) existe no texto constitucional, é sinal de que pode ser usado”, afirmou Heleno, que quase fez Brasília explodir de expectativa. O ministro, no entanto, disse não acreditar que uma intervenção ocorra no momento, mas reiterou, por diversas vezes, que militares poderiam agir “em momento mais grave”. Ou seja: tudo é possível.

JÁ DEU

Wilson Dias/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez críticas aos membros dos poderes que têm contribuído para um clima de instabilidade e lamentou que as instituições estejam se distanciando e evitando o diálogo. A crítica valer, inclusive, ao STF. Segundo a magistrada, “uma sociedade não pode viver com essa audição permanente de xingamentos, de afrontas, de desatendimento à harmonia que é exigência constitucional”. “O cidadão espera de todos nós, agentes públicos, prudência republicana e também moderação entre os Poderes. A superação da crise terá que ser pelo diálogo necessário e possível entre os Poderes”, pontuou a ministra.

TURBULÊNCIA

Já o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, descartou riscos à democracia brasileira, apesar do atrito entre instituições. “Gosto de achar que não há risco para a democracia no Brasil porque não há nem em nome de quê se dar um golpe. Falar em perigo comunista é risível no Brasil de hoje”, disse o ministro sem citar nomes. Barroso, entretanto, disse que fica um pouco preocupado com o número de vezes em que é perguntado sobre a possibilidade de golpes, mesmo que não haja uma causa que legitime a ruptura democrática. “Verdadeiramente acho que as instituições são sólidas e estamos atravessando uma turbulência. Mas o avião é seguro e vai conseguir pousar em 2022 com tranquilidade”.

FAKE NEWS?

Em meio a esse cenário, o presidente Jair Bolsonaro criticou a decisão do corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Felipe Salomão, de suspender o repasse da monetização de canais que, supostamente, propagam desinformação sobre o sistema eleitoral. Bolsonaro também repetiu críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado saiu das linhas da Constituição. Para o presidente, tanto Salomão quanto o magistrado estão fazendo uma “barbaridade”. E também reclamou de ter sido incluso no inquérito das fake news.

RETOMADA

As companhias aéreas nacionais tiveram, no mês de agosto, o quarto mês consecutivo de crescimento no número de voos domésticos, com uma média de 1680 partidas diárias, o que equivale a 70% da média de voos no início de março de 2020, antes dos impactos da pandemia de covid-19 no setor. Os resultados são do levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ainda segundo a associação, este é o segundo melhor desempenho do indicador desde o início da pandemia, ficando atrás apenas de janeiro de 2021, que registrou 75% da média de voos pré-pademia. Ou seja, a vida normal está sendo retomada.

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