CNA debate produtos artesanais e sustentabilidade

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da reunião do grupo de estudos sobre produtos artesanais e sustentabilidade durante o 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober) e 6º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), na quinta (5).

A entidade foi representada pela assessora técnica na Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais, Marina F. Zimmermann, e pela assessora técnica da Coordenação de Sustentabilidade da CNA, Cláudia Mendes.

O debate também contou com participantes da Embrapa, Senado Federal, Ministério da Agricultura, Universidade de Brasília (UnB), Sebrae Nacional e Agência de Cooperação Alemã (GIZ), entre outras instituições.

A proposta do evento foi discutir a necessidade de ampliar conhecimentos sobre os benefícios advindos com o uso de práticas de restauração ambiental aliadas à produção artesanal.

“São dois temas complexos e com diversos gargalos. É importante avaliarmos como deve ser a interação entre eles de forma a ajudar os produtores a se fixarem no campo, terem atividades mais rentáveis e a diversificação das suas propriedades”, afirmou Marina.

Ela destacou as ações do Sistema CNA/Senar sobre o tema, como o Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA – que tem como eixos temáticos regulamentação, capacitação e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), organização coletiva, tributação e crédito e comercialização e marketing – e o Prêmio CNA Brasil Artesanal.

O grupo debateu conceitos, gargalos e desafios para estimular a produção artesanal. Segundo Marina, recuperar passivos ambientais nas propriedades rurais com sustentabilidade econômica a partir de produtos artesanais pode ser uma solução viável, principalmente para pequenos produtores que correspondem a mais de 90% dos estabelecimentos rurais brasileiros.

Outra ação importante é estimular a produção artesanal a partir de produtos da sociobiodivesidade oriundos de plantios de espécies nativas da regularização ambiental de Áreas de Preservação Ambiental (APPs) e de Áreas de Reserva Legal (ARLs) decorrentes da legislação ambiental brasileira.

Cláudia Mendes também reforçou a importância de projetos que integrem produção e gestão ambiental para agregar valor à atividade. Como exemplo ela citou o programa PRAVALER, uma iniciativa da Confederação e da Embrapa para facilitar a adequação de passivos ambientais e a implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) nas propriedades rurais.

“Queremos contribuir para o produtor poder fazer a adequação ambiental e ter retorno econômico. Para isso, ele precisa ser orientado pela pesquisa e ter um cardápio de soluções socioambientais à disposição, além de técnicos e extensionistas para orientá-lo dentro dessa filosofia”, disse.

No final do debate, os participantes elaboraram uma agenda com propostas e pontos que precisam avançar. Entre eles estão a necessidade de linhas de financiamento específicas para a produção artesanal, estruturar um arcabouço legal para o reconhecimento e regularização de produtos artesanais, simplificação e desburocratização da legislação, capacitação de gestores e pesquisa.

Participação – A CNA é uma das patrocinadoras do congresso da Sober e participará amanhã (6) da reunião do grupo de estudos sobre “Seguros rurais para o desenvolvimento da agropecuária brasileira: percepção dos produtores e demandas setoriais, análise de impactos das políticas públicas, tendências e previsões”.

O evento acontece em formato virtual e tem como tema “Ações coletivas e resiliência: inovações políticas, socioeconômicas e ambientais”.

Da redação com o Agrolink

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